Mulher é presa suspeita de matar filho recém-nascido em hospital

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Bebê foi encontrado morto dentro de vaso sanitário em quarto de enfermaria.
Delegado autuou mãe por homicídio em Conceição, no Sertão paraibano.

Uma mulher foi presa suspeita de matar seu filho recém-nascido em Conceição, no Sertão paraibano, nesta quarta-feira (27). De acordo com o delegado Steferson Nogueira, o crime teria sido cometido dentro do hospital municipal e a criança foi encontrada dentro de um vaso sanitário em um quarto da enfermaria.

A mulher foi detida na própria casa, localizada na zona rural de Conceição. Em depoimento ela negou o crime, mas foi autuada em flagrante por homicídio doloso e encaminhada para testes toxicológicos e exame de estado puerperal, que identifica transtornos psicológico pós-parto, sendo transferida para o Presídio Feminino de Patos.

O delegado Steferson Nogueira detalhou ao G1 a ocorrência. "Ouvimos seis pessoas, entre integrantes da equipe médica, testemunhas e a mulher detida. Ela teria apresentado diarreia, vomito e dores na barriga, sendo levada para o hospital, onde foi medicada na enfermaria com soro fisiológico. Ela foi perguntada várias vezes pela equipe se estava grávida e negou. Depois ela disse que se sentia bem, pediu a uma auxiliar de enfermagem para retirar o soro e fugiu do hospital. A enfermaria foi utilizada 10 minutos depois por outra paciente, que encontrou sangue no vaso sanitário e notou o bebê submerso, chamando a polícia", afirmou Steferson Nogueira.

O delegado descartou a hipótese de aborto. Segundo ele, o bebê já tinha 35 semanas e pesava cerca de 1,1kg, possivelmente tendo nascido com vida. A hipótese será confirmada após laudo pericial do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, para onde o corpo foi encaminhado.

"Não se caracteriza infanticídio, porque o exame do perito médico constata sua lucidez, então ela não estava perturbada ou psicologicamente abalada. Ela assumiu a gravidez e apreendemos com ela um exame Beta HCG constatando isso. Seu depoimento é cheio de contradições. Vamos apenas aguardar o laudo cadavérico para saber se a criança nasceu com vida e confirmar o indiciamento", assegurou o delegado.


Fonte: Do G1 Paraíba

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