Entenda como ocorreu a rebelião no presídio de Caicó

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No final da tarde de terça-feira, 11 de outubro, aconteceu reunião na Penitenciária, onde estiveram reunidos os diretores da unidade, presidência da Associação dos Agentes no Seridó, presidência do Sindicato Estadual dos Agentes e o Ministério Público. Ao final ficou acertado que nesta quarta-feira, 12 de outubro, dia de visita íntima para presos, as pessoas não poderão entrar com qualquer tipo de objeto ou alimento.
De acordo com Eider Brito, vice-diretor do presídio, a medida é apenas uma concessão para que não seja o direito do preso cerceado.
“Nós poderíamos ter feito mais. Ou seja, proibido totalmente a visita por causa do que eles fizeram ontem, mas, decidimos não agir assim”, disse.
Outra determinação foi a transferência de 8 apenados para o pavilhão “A”, que é conhecido entre os presos como o “Castigo”, por ser um lugar isolado dos demais pavilhões.
Eider Brito disse que ainda está fazendo um levantamento dos principais envolvidos na rebelião, mas adianta que os que foram transferidos de pavilhão estiveram diretamente ligados a baderna.
O presídio passou o dia inteiro se energia elétrica. A medida foi de segurança, e determinada pela direção para evitar qualquer problema de dano à rede elétrica. Somente no início da noite é que foi restabelecida.
A REBELIÃO
A rebelião dos presos na Penitenciária Desembargador Francisco Pereira da Nóbrega “O Pereirão” em Caicó, teve início por volta das 9 horas e 30 minutos, quando os presos do pavilhão “B”, começaram a pôr fogo em colchões jogando-os em direção aos portões de acesso à cantina e ao próprio pavilhão. Os presos rebelados eram os que estavam soltos.
Um dos motivos que levaram os presos a promoverem o quebra-quebra foi a transferência de um preso de outro setor para lá. No mais, a falta de estrutura na unidade e a greve dos agentes, motivou a ação.
A diretora Veruska Saraiva e o Vice, Eider Brito, estavam em uma reunião quando tudo começou. De volta a unidade, de imediato foi autorizada à entrada da PM. Logo, chegaram guarnições da ROCAM, GTC e Rádio Patrulha para dar apoio aos PMs que trabalha no presídio.
Disparos foram efetuados para o alto por policiais para conter os presos rebelados.
Os danos fora mínimos segundo informações que chegam da unidade. Apenas algumas paredes chamuscadas e uma cela interditada.
Com a entrada dos policiais teve início a uma revista onde foram apreendidas barras de ferro e facas artesanais.
No total, são 310 do regime fechado, 65 do semi-aberto, 40 no aberto e 12 mulheres do regime semi-aberto.
No momento da rebelião, sete agentes masculinos e quatro femininas estavam em serviço no Pereirão.
O Corpo de Bombeiros também foi acionado para conter as chamas que destruíram dezenas de colchões e peças de roupas.

Matéria de Sidney Silva

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